quinta-feira, 22 de novembro de 2012


Bom dia hoje mostraremos algumas observações em relação a diferença entre a explicação oferecida pela 

gramatica tradicional e também as da gramatica gerativista de Chomsky sobre a analise sintática.



Segue abaixo as definições tradicionais para os elementos sintáticos.
Os termos destacados nesse quadro fazem parte da Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB). O que isso significa? A NGB é uma espécie de resumo dos conteúdos gramaticais referentes ao português falado no Brasil e funciona como um guia para o ensino da nossa língua.
A NGB foi criada em 1958 por um grupo de estudiosos e gramáticos de muito prestígio, como Antenor Nascentes, Rocha Lima e Celso Cunha. No ano seguinte, foi transformada em lei por uma portaria do presidente Juscelino Kubitscheck e passou a ser utilizada obrigatoriamente nas escolas de todo o Brasil. Antes da existência dessa lei, o estudo da gramática não era unificado e havia muita confusão com o uso de diversas terminologias.
Hoje em dia vários estudiosos apontam a necessidade de atualização da lei, em função do avanço dos conhecimentos linguísticos. Mesmo assim, é a Nomenclatura Gramatical Brasileira que define os padrões de ensino da nossa língua.
Predicado
Verbo
simples
do sujeito
composto
do objeto
indeterminado

oculto


oração sem sujeito



2) Termos integrantes da oração
Complemento verbal




3) Termos acessórios da oração

Como foi visualizado anteriormente, essa contextualização e tematização não oferece a capacidade reflexiva, pois impõem nomenclaturas e termos que muitas vezes parecem abstratos, tal aspecto se faz claro, no momento em que se propõe a explicação para um aluno sobre verbo transitivo e intransitivo.

Observe o dialogo entre o professor e seus alunos de sétimo ano durante uma aula de sintaxe da Língua Portuguesa.

Professor: _O verbo transitivo é aquele que precisa de complemento para ter sentido completo e sempre se refere a uma ação ou fenômeno da natureza.

Professor: _Na oração: João gosta de macarrão. Podemos observar que o verbo gostar precisa de um complemento, pois quem gosta, gosta de alguma coisa, nesse caso o verbo pede a presença da preposição de, então temos o que denominamos objeto indireto.

Aluno1: Então professor o objeto vai ser indireto quando precisar de uma preposição?

Professor: Isso mesmo. E será direto quando não precisar da preposição como em: João faz as tarefas. Note que nesse caso a pergunta que se faz ao verbo é o que e não de que.

Embora seja possível observar o esforço do professor em explicar e o empenho do aluno em buscar compreender, é o possível observar que a exposição dos conceitos simplesmente se estabeleceu por meio de exposições do aluno a nomenclaturas e a formulas para identificar elementos, portanto se tratando de língua é imprescindível que o aluno vá além dessas barreiras, pois as palavras podem variar dependendo das situações, por isso é necessário que haja reflexão e não apenas memorizações.

É por esse motivo que há necessidade de tentar apresentar o conteúdo de forma menos abstrata, expondo a real função de cada palavra dentro da situação em que ela está inserida.
Vejamos abaixo:




O sintagma consiste em um conjunto de elementos que constituem uma unidade significativa dentro da oração e que mantém entre si uma relação de dependência e de ordem. (apud Koch).Os sintagmas podem ser verbal, nominal, preposicionado etc.Lembrando que as classificações seguirão de acordo o núcleo do sintagma.Assim nos sintagmas: João comerciante, as criancinhas doentes nota-se o núcleo como um nome portanto temos sintagmas nominais e assim sucessivamente.


Todos os elementos da oração foram trabalhados no exemplo acima, diferentemente dos outros modelos apresentados anteriormente, que tratavam somente da transitividade do verbal.
Porém mais importante do que seguir um ou outro caminho é saber adaptar o conteúdo para cada tipo de situação. Existem alguns livros que trabalham os conceitos mais tradicionais relacionando-os com os diagrama arbóreo representado no ultimo exemplo.Observe.



domingo, 18 de novembro de 2012

Análise sintática - Considerações sobre o ensino




Vale a pena lembrar que o professor deve levar em consideração os conhecimentos prévios do aluno, porém é de extrema importância expor a eles o porquê de estudar a análise sintática, levando em conta que a partir do conhecimento que esses estudos nos apresentam podemos compreender melhor os discursos ao redor, estabelecendo assim um elo mais resistente em relação aos locutores e interlocutores, com isso a comunicação se tornar mais precisa e adquirimos a capacidade de relacionar as minúcias lingüísticas com a fala e o dado momento de produção.
Quando trabalhamos os conceitos apenas com a exposição de nomenclaturas, torna-se difícil ao educando estabelecer relações lógicas entre as reais possibilidades da língua, com isso, nota-se um perder reflexivo por parte de todos. É por isso que podemos levar em conta a aplicação da proposta gerativa para analisar as situações sintáticas. Pois por meio dela é possível que o discente perceba qual é a função de cada palavra no contexto enunciativo, destacando que as relações entre os referentes tornam-se mais claras, porque a representação através diagramas arbóreos permite a visualização dessas funções. 
                                                                                  Por: Adrieli,Juliana e Miguel